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Não Estudei Pra Isso! A negligência com o protagonismo

Não Estudei Pra Isso! A negligência com o protagonismo

Apesar da pouca idade (segundo algumas pessoas) tive a oportunidade de vivenciar várias experiências profissionais (culpa da inquietude desperta pela curiosidade), começando como Jovem-aprendiz aos 15 anos em um setor de Engenharia de qualidade, indo até vendedor de revistas por telemarketing. Sempre fui inquieto em relação à atuação, minha e de meus pares em cada empresa, nas funções que eram estabelecidas. Em certo momento até me desliguei de uma dessas experiências por um viés ideológico e uma boa dose de saco cheio, por ouvir novamente a frase "isso não é meu trabalho"

Ingressante anos depois no curso de Educação Física, a priori, acreditava que essa ausência em se tomar a frente se dava pela área de atuação (nós sempre queremos uma narrativa). Porém, com os semestres avançando, fui notando que meus colegas na faculdade também não se esforçavam muito em busca de se posicionar frente a um desafio (sem o romancismo de um novo desafio), sempre contentes com o medíocre e manifestando o entendimento de que "fazer isso dá trabalho".

Hoje, por meio é claro, de um viés retrospectivo, acredito que o protagonismo não se relaciona com a especificidade do seu cargo ou área de atuação, mas sim, com a relação intrínseca, quase que homogênea, da sua necessidade em ajudar ou solucionar um problema. Novamente não romantizo - não se trata de resolver "o problema que mudará a empresa". Se trata de oferecer um pouco mais do que se foi solicitado. Esse pouco a mais pode ser incrivelmente somatório ao seu Eu profissional, alterando seu status quo de forma que seria impossível reconhecê-lo sem esse algo a mais.

Esse protagonismo se torna ainda mais imprescindível em um cenário onde mais de 70% do PIB do Brasil (IBGE, 2020) provêm do setor de serviços - das academias, por exemplo-, e mais de 30% do PIB, isso mesmo, 1/3 do PIB do Brasil é composto por pequenas e micro empresas. (IBGE, 2020)

Em uma empresa com 10 colaboradores, "não fazer isso" pode resultar na não-necessidade em tê-lo na equipe, porque, se nesta empresa temos 20 funções e não podemos ampliar o grupo de colaboradores pelo momentum que enfrentamos, é preciso que, pelo menos momentaneamente, se crie o protagonismo de se puxar alguma função e colaborar com o desenvolvimento do TODO.

Posso estar equivocado. Porém, vejo nos grandes cases de sucesso, nas mais diversas áreas, que os grandes CEOs sempre fazem um pouquinho mais. Vejo nos grandes treinadores, o espirito de treinar um pouquinho mais; e imagine o que seria do Palmeiras (e de nós palmeirenses) o que seria da semi-final da taça Libertadores de 2020 contra o o Espetacular River Plate se o Goleiro Weverton decidisse, naquele dia, não fazer um pouquinho mais do que deveria? Uma Libertadores a menos certamente. Em nossa área de atuação CERTAMENTE precisamos fazer sempre um pouco mais.

Shakespeare disse em seu último ato que "somos feito da mesma matéria de nossos sonhos" e tenho certeza que você não sonha somente com o que esta a sua altura. Dá mesma forma, precisamos nos dedicar, mesmo que eventualmente, um pouquinho mais.

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Lucas Lima
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Graduado em Educação Física mas mantendo sempre o espírito de estudante. Apaixonado por empreendedorismo e sócio proprietário de uma escola de Futebol, que não me faz empresário pelo seu tamanho, mas me anima sempre querer empreender.

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